Arquivo de maio \29\UTC 2011

SÉRIE CENTENÁRIO AD

                                                MACEIÓ NA ÉPOCA DO  Pr. jUVENAL  PEDRO

PASTOR JOVENAL PEDRO

                                  Aos 16 de agosto de 1916, nascia no município de Coruripe, Estado de Alagoas, Juvenal Pedro da Silva, filho de João Pedro da Silva e Maria Francisca da Silva. Jovem de 20 anos de idade, em 1936, Juvenal Pedro da Silva se converteu a Jesus, e no ano seguinte foi batizado nas águas. Em 1938, exatamente um ano após o seu batismo, foi batizado com o Espírito Santo. Foi separado para servir como Diácono no mesmo ano. Juvenal Pedro foi separado para Evangelista no ano de 1941, e dois anos depois foi ordenado para o ministério pastoral, em 1943, na gestão do Pastor Antonio Rêgo Barros. O Pastor Juvenal Pedro da Silva casou-se com a irmã Josefa Pedro da Silva, com a qual viveu 64 anos. Dessa união nasceram dez filhos: Carmi, Clemente, Cleonice, Claudinete, Carmen Lúcia, Cleudicéia, Cleide, Damaris, Cássia e Jônatas. Na qualidade de Pastor, Juvenal Pedro trabalhou nas cidades de Porto de Pedras, Maragogi, Paulo Afonso (Bahia), Garanhuns (Pernambuco), e Porto Calvo. Havendo necessidade do trabalho na Capital, Juvenal Pedro foi convidado pelo Pastor Barros para auxiliá-lo, o que ocorreu por duas oportunidades.

 

 ESTE BRAVO E IMBATIVEL HOMEM DE DEUS, DEIXOU  APÓS SI, UMA RESERVA DE VALOROSOS SOLDADOS DE CRISTO  QUE, AINDA CONTINUAM LUTANDO EM PROL DA SALVAÇÃO DE ALMAS PARA O REINO DE DEUS.

 

PASTOR JOVENAL PEDRO 

                                  Aos 16 de agosto de 1916, nascia no município de Coruripe, Estado de Alagoas, Juvenal Pedro da Silva,  filho de João Pedro da Silva e Maria Francisca da Silva. Jovem de 20 anos de idade, em 1936, Juvenal Pedro da Silva se converteu a Jesus, e no ano seguinte foi batizado nas águas. Em 1938, exatamente um ano após o seu batismo, foi batizado com o Espírito Santo. Foi separado para servir como Diácono no mesmo ano. Juvenal Pedro foi separado para Evangelista no ano de 1941, e dois anos depois foi ordenado para o ministério pastoral, em 1943, na gestão do Pastor Antonio Rêgo Barros. O Pastor Juvenal Pedro da Silva casou-se com a irmã Josefa Pedro da Silva, com a qual viveu 64 anos. Dessa união  nasceram dez filhos: Carmi, Clemente, Cleonice, Claudinete, Carmen Lúcia, Cleudicéia, Cleide, Damaris, Cássia e Jônatas. Na qualidade de Pastor, Juvenal Pedro trabalhou nas cidades de Porto de Pedras, Maragogi, Paulo Afonso (Bahia), Garanhuns (Pernambuco), e Porto Calvo. Havendo necessidade do trabalho na Capital, Juvenal Pedro foi convidado pelo Pastor Barros para auxiliá-lo, o que ocorreu por duas oportunidades.

 

 Pastor Manoel Pereira orando, ladeado pelos pastores: Juvenal Pedro, João Buarque, Miss. Gustav Arne e Cicero Farias, em um culto festivo na cidade de Palmeira dos Índios – Alalgoas.

 

 UM HOMEM DE ORAÇÃO

                            Assim era conhecido o Pastor Juvenal Pedro. Era homem de intensas orações. Sua história é assim marcada, pelo fato de que esse obreiro passava horas de joelhos dobrados intercedendo diante de Deus. Foi por conta disso, homem de grande envergadura espiritual confirmada e vista por centenas de pessoas que o conheceram. O Pastor Juvenal Pedro, tinha ampla visão missionária, e durante sua gestão na cidade de Maceió, ao assumir a presidência da Assembléia no Estado de Alagoas, em 1965, entendendo o profundo valor de uma alma para o reino de Deus, esse homem de Deus  ampliou o seu ministério em Alagoas, enviando missionários ao exterior.Foi por iessemotivo, notabilizado como sendo o pioneiro em enviar missionário às nações. Em sua gestão foi comemorado os 50 anos da fundação da Assembléia de Deus no Estado de Alagoas.

 

  Conjunto Eletronico, como era chamado na época.Da esquerda para a direita: Pastor Manoel Pereira,Osvaldo no contrabaixo, músicos José e Antonio Leite, o cantor Milton, Eliezer no acordeon, Zenildo na guitarra e o irmão Jose Maria. a imagem lembra uma gande concentração  em Porto Calvo.

VÁRIAS REALIZAÇÕES

                            Esses movimentos evangelísticos tiveram efeitos não só na Capital do Estado de Alagoas, esses movimentos também tiveram acesso aos municípios de alagoas, a exemplo da I CONFATERNIZAÇÃO DA MODIDADE EM ALAGOAS, movimentos de elevada expressão, sob a coordenação do Diácono Sidronio Castanha de Oliveira, (In Memórian). Também na sua gestão à frente da Assembléia de Deus no Estado, Juvenal Pedro criou o primeiro Conjunto (Eletrônico) denominado de LOUVORES DE SIÃO, esse grupo musical formado por Milton, Zenildo, Eliezer, Osvaldo e outros músicos através dos louvores nas ruas e nas praças atraia as almas para o reino de Deus. As grandes concentrações públicas eram conduzidas na maioria pela mocidade, no caso da Capital, essas concentrações estavam à cargo do Diácono Sidronio Castanha e a irmã Venir Cavalcante. Esses movimentos públicos eram geralmente, animados pelo Grupo Louvores de Sião, Banda Som do Combate e conjuntos das congregações.

 

 

 O Pastor Juvenal Pedro era realizador de Concentrações evangelisticas  nas ruas aos domingos. A imagem ao lado mostra a visão de uma de suas realizações. O Coral reunindo mais de duzentas vozes entoando hinos em louvores a Deus na Praça dos Martírios.

 

  UM GIGANTE ESPIRITUAL

                            O pastor Juvenal Pedro da Silva foi um bravo e imbatível soldado de Cristo. Depois de transferir a presidência da Assembléia de Deus no Estado de Alagoas, para o Pastor Manoel Pereira Lima, O Pastor Juvenal Pedro da Silva, passou a trabalhar na cidade alagoana de Porto Calvo, durante muito tempo até suas forças físicas se exaurirem. O pastor Juvenal pediu jubilação ministerial por questão de algumas enfermidades. Esse ilustre servo do Senhor faleceu no dia 9 de março de 2005 em Maceió, no entanto, esse gigante espiritual deixou após si, um grande número de filhos espirituais e obreiros atuantes na seara de Jesus Cristo, que por ele, ministerialmente pela fé, foram formados.

Fontes de Pesquisas:
– Galeria do Presidente – Portal adalagoas – 2011.
– Silva, José Laelson da – 1 Edição. Maceió: Ingraf, 2011

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                                                TEMPLO  NO PERÍODO DE GUSTAV ARNE

                                                                                            

 

            PATICIPE  DO CENTENÁRIO DAS ASSEMBLÉIA DE DEUS NO BRASIL CONHEÇA  A HISTÓRIA DOS  PRIMEIROS MISSIONÁRIOS, E OS PASTORES  QUE DERAM  CONTINUIDADE A OBRA PENTECOSTAL  NO ESTADO DE ALAGOAS.   ORE EM FAVOR  DAS FESTIVIDADES , PARA QUE HAJA SALVAÇÃO, CURA, MILAGRES E BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO. QUE  DEUS CONTINUE TE ABENÇOANDO.

 GUSTAV ARNE  JOHANSSON

Gustav Arne Johansson nasceu no dia 4 de outubro de 1932 na província de Halland, Flakberg, na Suécia. Filho de Gustav Adolf Johansson e Eira Ingergard Johansson, Gustav Johansson logo cedo se converteu ao evangelho em 5 de agosto de 1939 quando tinha seis anos de idade.Desceu às águas batismais quando tinha exatamente dez anos de idade, em 1942. Após o batismo, cinco anos depois, em 17 de setembro de 1947, o jovem Gustavo Arne foi batizado com o Espírito Santo.

Recebendo a chamada de Deus para a obra missionária, Gustav Arne Johansson aos 17 dias do mês de outubro de 1954, foi ordenado missionário na Suécia, sua terra natal. Casado com a irmã Ruth Mai Johansson nasceram dessa união, sete filhos, a saber: Per-Arn,Lars Gustav,Ruth Birguita, Jonh Levi, Sven Ake, Bo-Davi e Nilis Erik. Aos 21 de novembro de 1954, o missionário Gustav Johansson chegou ao Brasil e passou a trabalhar na cidade de Caçapava, no interior de São Paulo, assumindo esse trabalho no dia 19 de março de 1956. Após um curto período na cidade de Caçapava, o missionário Johansson foi transferido para a cidade de Barreira na Bahia, onde fundou a Assembléia de Deus naquele Estado do nordeste do Brasil.

MISSIONÁRIO GUSTAV CHEGA A MACEIÓ

Chegou a Maceió no dia 20 de fevereiro de 1961. Dois anos mais tarde, Gustav Arne assume a direção da Assembléia de Deus em Alagoas, exatamente no ano de 1963, numa delicada fase de transição. Após dois anos de atuação na condição de presidente da Assembléia de Deus em Alagoas, o missionário Gustav Arne Johansson, transfere a presidência da igreja no dia 5 de janeiro de 1965 para o Pastor Juvenal Pedro da Silva. Logo após essa transferência, o missionário Gustav Arne seguiu para a cidade de Arapiraca, onde trabalhou pastoreando a Assembléia de Deus naquela cidade. Depois de um ano de trabalho em Arapiraca, no período de 15 de janeiro a 4 de abril de 1965. Substituindo o Pastor Levino Barbosa. Sentindo que havia terminado o seu trabalho na Assembléia de Deus no Estado de Alagoas, o missionário Gustav Arne Johansson e sua família, se despede justamente no ano de 1976, seguindo para a cidade de Teresina, no Estado do Piauí, onde permanece até a presente data.

Fonte de Pesquisa:

– Silva, José Laelson da – História da Assembléia de Deus em Alagoas – 1 Edição. Maceió: Ingraf, 2005.
– Institucional – Galeria do Presidente – História – 2011

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INFORMATIVO DO BLOG

                                                       OS NOSSOS AGRADECIMENTOS

Meus queridos irmãos em Cristo, e amigos que me dão o prazer das vossas companhis. Desejei este momento para agradecer-lhes o carinho especial que tenho recebido de todos vocês que lêem esta página. Talvez estejam pensando: – O que fizemos a você por esse agradecimento?-. Gostaria que você pensasse comigo, nesse momento quando “Tiro o chapéu para cada um de vocês”.

O BLOG do Pastor Osvaldo não seria o que é, não fosse as vossas habituais companhias ao meu lado. É muito bom saber que estamos sendo acompanhado.Vejam bem:Todo o ser humano necessita de reconhecimento, isso o fortalece e o incentiva a continuar a caminhada. O BLOG do Pastor Osvaldo destaca apenas as questões inerentes as Sagradas Escrituras, com muito prazer e alegria. Há possibilidade pois, de que dentro em breve, esta página será ampliada para o benefício de todos os que a lêem, pelo menos, é essa a nossa intenção e desejo. Portanto, meus queridos irmãos e amigos, mais uma vez devo externar os meus mais sinceros agradecimentos a todos vocês. Sentir-me-ei honrado por todos, se desejarem deixar um comentário, pois assim saberemos melhor compreender e retribuir o valor que vocês têm para nós. Enquanto poder, continuarei nesse afã de servir a todos, orientando e informando na melhor expressão do termo, e com muito carinho. Que o Senhor Jesus esteja com todos e vos seja multiplicada as bênçãos a cada dia.

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                                                   MACEIÓ ÉPOCA DO PASTOR BARROS

 UMA PALAVRA A PARTE

Meus queridos irmãos é para mim um prazer renovado poder compartilhar com vocês através dos meus conhecimentos jornalísticos na imprensa alagoana, nesta edição da nossa página, trazendo a História, embora sucinta, da Assembléia de Deus no Estado de Alagoas, no ponto culminante de seu aniversário de cem anos no Brasil. O movimento pentecostal nas terras das Alagoas se deu num momento impar, momento escolhido por Deus para implantação do seu reino em nossa terra natal. É sem dúvida uma linda história, principalmente quando se conhece o passado de apenas cem anos, que nos mostra a vida e o sofrimento dos pioneiros oriundos da Suécia, país cuja climatologia e vida social diferem sem expressão, à realidade de um país de clima tropical como o nosso Brasil.

Ensejando, quero reiterar os meus parabéns aos que fazem o portal Evangélico, evidentemente liderado por esse iminente homem de Deus, Pastor José Antonio dos Santos, ao tempo em que me congratulo com a equipe responsável pala publicação mensal do Jornal Novas de Esperança pelo excelente estilo de diagramação e qualidade de apresentação do jornal. Não poderia deixar nesta oportunidade, de agradecer de público, ao primeiro Secretário da Assembléia de Deus em Alagoas, o pastor José Laelson da Silva, pela publicação do seu livro – História da Assembléia de Deus em Alagoas -, que destaca com detalhes a vida dos remanescentes que fundaram e dirigiram o movimento pentecostal em Alagoas. Sinceramente, debrucei-me nesse lastro histórico e me expus a pesquisar para obter os efeitos com os quais, pude concluir o trabalho desta página. Portanto, meu caro Laelson, eis aí os meus parabéns pelo seu trabalho que, no mínimo é um referencial da historiografia da Assembléia de Deus em Alagoas. Valho-me do ensejo para mencionar a orientação do apóstolo Paulo em 1CORÍNTIOS 15.58, diz: Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão.

Pr. ANTONIO RÊGO BARROS

Nascido no dia 15 de junho de 1887, no Estado do Ceará, Antonio Rêgo Barros quando era bem jovem aceitou a Jesus na cidade de Belém do Pará. Seu comportamento e habilidade foram demonstrados desde cedo quando nos anos de 1928 e 1929 auxiliou o missionário Lars Eric Samuel Nistron, quando pastor da Assembléia de Deus em Belém do Pará. Antonio Rêgo Barros foi enviado pela igreja para pastorear na cidade do Pará em dois períodos: 1922 a 1923 e de 1923 a 1931. Foi nesta data que o Pastor Antonio Rêgo Barros foi transferido para Maceió, onde presidiu a igreja Assembléia por cerca de trinta e dois anos. A partir do ano de 1937, sua gestão reviveu um avanço histórico, quando ele hospedou a primeira convenção da Assembléia de Deus no Estado de Alagoas, e segundo informações da época, estiveram presentes à Convenção, os missionários Orlando Boyer, Dalas Johnson e Horácio S. Ward. Esses missionários minstraram estudos bíblicos pela manhã e tarde, e cultos à noite trazendo a pregação da Palavra de Deus.

OBREIRO MUITO EXPERIENTE

O Pastor Barros, como era carinhosamente chamado pelos crentes de então, era considerado também um homem de conhecimento profundo, um obreiro de muita experiência. Suas qualidades na condição de pastor o destacaram, pois o Pastor Barros era um homem zeloso com os crentes que dirigia na Assembléia de Deus em Alagoas. Com obreiro cuidadoso com a doutrina, o Pastor Antonio Rego Barros era extremo no ensino da Palavra, ele imprimia de certa forma, muito cuidado e amor com as pessoas que, como ovelhas passavam sob o seu cajado. O seu cuidado com a obra e consideração com as pessoas resultou na manifestação carinhosa recebida por ele, através dos crentes e do povo alagoano.

                                              A BANDA  COM ARTUR MARTINS NA FRENTE

ÓRGÃOS E DEPARTAMENTOS

Durante sua gestão à frente da Assembléia de Deus em Alagoas, o Pastor Antonio Rêgo Barros criou e estruturou vários órgãos e departamentos com o objetivo de dar melhor qualidade a existência da Assembléia de Deus no Estado. Sua primeira iniciativa foi a criação da Banda de Música que recebeu o nome de “Som do Combate”, uma banda harmoniosa e bem equipada, esteve sob a regência do músico PM, Artur Martins que enquanto maestro da banda em questão, aceitou a Jesus como salvador, e permaneceu por muitos anos à frente da Banda que alegrava os cultos e muitas vezes saia para as ruas tocando seus belos hinos, acompanhada por um grande número de crentes e admiradores. O Pastor Barros se realizou na formação do Coral Celeste. Um coral de quatro vozes, orientado pela professora e maestrina Isa Neri. O Coral Celeste cantava de forma ungida e atraia grande número de pessoas aos cultos de domingos na Assembléia de Deus no Farol.

CÍRCULO DE ORAÇÃO E ESCOLA

Segundo informações fiéis da época, o Pastor Barros viajou a serviço da obra na Capital pernambucana. Naquele vizinho Estado de Pernambuco, Teve a oportunidade de participar de um Círculo de Oração e oportunamente, trouxe esse modelo de oração e o implantou na Assembléia de Deus na sede Farol que contou com a participação à frente dos trabalhos, as irmãs Maria Deló, Pureza, Jessé Martins entre outras. Os círculos de Oração foram se espalhando pelos bairros de Maceió, contando com a participação de consagradas mulheres escolhidas para esse tipo de trabalho. Ao passar do tempo, o pastor Barros levou esse modelo de oração para todas as igrejas da Assembléia de Deus em todo o Estado de Alagoas, de maneira que, o trabalho tomou crescimento em toda Alagoas, alcançando as gerações dos dias atuais. Uma das iniciativas do Pastor Antonio Rêgo Barros na Assembléia de Deus, se realizou na criação de uma escola secular para atender as crianças da igreja, como também a sociedade. A escola funcionou por muito tempo nas dependências do antigo templo sede na Avenida Moreira e Silva, 406 no bairro do Farol. Com o decurso dos anos, a escola criada pelo Pastor Barros, foi transferida para a Avenida Cleto Campelo, no populoso bairro do Jacintinho, e funciona no prédio conhecido por Escola Pastor Antonio Rego Barros, ao lado da Assembléia de Deus – COHAB-. A escola agrega um elevado número de crianças. A passagem do Pastor Barros ainda é lembrada com muita emoção, por aqueles passaram por baixo do seu cajado, principalmente por ele ter sido um homem de especial tratamento com as pessoas crentes que arrebanhava para o reino de Deus.

Fontes de Pesquisas:

– Assembléias de Deus no Brasil – Sumário Histórico Ilustrado – Oliveira de Juanyr – CPAD – 1997.
–  Portal – Assembléia de Deus em Alagoas – 20011.                      

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                                                           OTTO NELSON E FAMÍLIA

ALAGOAS RECEBE OTTO NELSON

Era o ano de 1913. Maceió cidade de formação humilde demonstrava avanços, e crescimento urbano até então. O bairro do Trapiche da Barra cujo acesso era feito pela atual Avenida Siqueira Campos, à época, limite sul da cidade, que se limitava também com o bairro de Ponta da Terra, Norte da capital alagoana. O populoso e turisticamente conhecido bairro de Ponta Verde não existia, pois na verdade, era talvez, um sonho dos maceioenses, assim, portanto, algo ainda longe de existir. Havia em toda à extensão da praia, uma espécie de mata litorânea, cortada por estradas vicinais, por onde passavam as carroças, carros de boi, e alguns automóveis da Ford, – estilo muito antigo, diria que, alguns desses carros transitavam em Maceió -. Portanto, o bairro denominado hoje de Ponta Verde, era esquecido e isolado, anos mais tarde cedeu lugar as antigas vacarias, e currais para a criação de bois, porcos, carneiros, galinhas, criatórios pertencentes aos vários e remediados criadores da espécie na cidade de Maceió. Os bondes estavam entre os principais meios de transportes entre os bairros da cidade. A lagoa mundaú oferecia uma paisagem de beleza e riquezas naturais, dava-se para se avistar de suas margens de águas claras que confirmavam a ausência de poluição, as belas paisagens do bairro do Bom Parto e o planalto do Jacutinga, onde se situa a atual Rua Capitão Samuel Lins. Anos depois suas margens acomodaram a linha do trem que percorria os pontos mais antigos do Estado das Alagoas. No ano de 1913, o planalto do Jacutinga, hoje o conhecido bairro do Farol, era cortado por uma estrada de chão, que atravessa todo o bairro do tabuleiro do Martins visto que a pavimentação asfáltica veio aparecer por volta de 1950. O bairro do Major Bonifácio – Bebedouro era nessa época, um dos mais populosos. Na verdade, a estrada conhecida como General Hermes – saindo de Bebedouro até a Praça dos Martírios teria sido percorrida por D. Pedro II, quando de sua visita à Fernão Velho. Foi nesse período, de 1913 que Alagoas recebeu o ilustre servo do Senhor, missionário sueco Otto Nelson.

OTTO NELSON E SUA HISTÓRIA

Nascido em 11 de agosto de 1881 no Estado de Smáland, Suécia, Otto Nelson deixando a Suécia devido à grande crise que balou o país, migrou para os Estados Unidos a procura de trabalho, permanecendo por algum tempo ali, onde aceitou a Jesus como salvador, sendo batizado no Espírito Santo em 1911 quando recebeu a mensagem do Senhor chamando para a obra missionária. Os pioneiros Daniel Berg e Gunnar Vingren nesta ocasião estavam anunciando a Palavra de Deus no Norte do Brasil. O missionário Otto Nelson sentiu do Senhor o chamado para trabalhar no Norte do Brasil, o que aconteceu pouco tempo depois, mais exatamente, no ano de 1915. Otto Nelson era casado com a jovem Adina Petterson Nelson, chegou finalmente a Belém do Pará onde teve sua primeira oportunidade de pregar a Palavra de Deus no Brasil, no dia 21 de julho de 1915.

GUNNAR VINGREN VEIO A MACEIÓ

Este fato aconteceu no dia 1 de maio de 1915. Um dos suecos missionários fundadores do movimento pentecostal em Belém do Pará, o marco da obra pentecostal no território brasileiro, sentiu de Deus a necessidade de expandir o movimento no Brasil. Assim sendo, o jovem Gunnar Vingren, desembarca no humilde cais do porto em Jaraguá, na manhã de 1 de maio de 1915. Seu intuito era lançar a semente da palavra de Deus na Capital alagoana. Ao desembarcar o jovem sueco se dirigiu para a casa do irmão Simplício, cujo bairro não é citado, onde participou de um abençoado culto com a presença de nove crentes membros de igrejas tradicionais já existentes em Maceió que, ainda não tinham ouvido falar na doutrina pentecostal e no batismo no Espírito Santo principalmente. Gunnar Vingren tinha pressa, o tempo passava e o missionário Vingren não perdia tempo em levar apalavra de Deus. Nessa época, a cidade era humilde e pequena, não havia muitos bairros como se vê atualmente, mesmo assim aquele pioneiro do movimento pentecostal no Brasil, realizava quase todos os dias cultos na casa do irmão Simplício no Trapiche da Barra, sob a presença do Espírito Santo.

O TESTEMUNHO DE VINGREN

É interessante, que ele mesmo conta em seu diário que, “Em um desses cultos, enquanto ele estava orando para o Senhor fazer maravilhas no meio do povo que estava presente ‘um homem foi alcançado pelo poder de Deus de maneira tão forte por duas vezes que, foi levantado bem alto do chão’. Louvei muito ao Senhor, e senti grande gozo no meu Deus”. Alguns dias depois, o missionário Gunnar Vingren precisou se hospedar na casa de um irmão chamado “Candinho”, com o objetivo de realizar cultos em sua casa. Esse irmão o recebeu com alegria em sua casa, de maneira que no dia 28 de maio de 1915, recebeu de maneira poderosa, o batismo no Espírito Santo. Assim sendo, o irmão “Candinho”, foi o primeiro crente alagoano a receber o batismo com o Espírito Santo e a promessa pentecostal. O missionário e líder do movimento pentecostal no país, embora sendo firme e conhecedor da doutrina bíblica como também teológica, sofreu e enfrentou muitas perseguições, dureza de coração e resistência por parte dos que veementemente, combatia a veracidade da doutrina bíblica com respeito ao batismo e os dons concedidos pelo Espírito Santo. O missionário Gunnar Vingren, após o seu curto tempo ministrando o evangelho em Alagoas, retornou à Capital do Pará, onde residia. Oito anos depois, em outubro de 1923, Gunnar Vingren retornou a Capital alagoana, onde participou da primeira Convenção da Assembléia de Deus no Estado.

                                                             ÉPOCA DE OTTO NELSON

OBREIRO PENTECOSTAL EM ALAGOAS

Depois vinda dos pioneiros Daniel Berg e Gunnar Vingren a Belém do Pará, Alagoas foi o terceiro Estado a receber um obreiro pentecostal. Em 1915 já existiam crentes na cidade de Maceió. Quando o missionário Otto Nelson desembarcou do navio Loyd Brasileiro no dia 21 de agosto de 1915, e da os primeiros passos na plataforma do humilde porto de Jaraguá, havia seis crentes que o aguardava ansiosamente. Quem os evangelizou, não se em notícia, no entanto, é certo que, em Maceió já havia crentes salvos por Jesus. Quatro dias depois de sua chegada a Maceió, exatamente no dia 25 de agosto, o missionário Otto Nelson dá início ao primeiro culto pentecostal. Naquela ocasião três crentes receberam o batismo no Espírito Santo. Vale salientar que a Missão da Fé Apostólica – o primeiro nome dado a denominação que, seria a Assembléia de Deus de Missão -, Foi a primeira igreja evangélica pentecostal instalada no Estado de Alagoas e sem dúvida, a Assembléia de Deus é a maior e a mais numerosa igreja pentecostal do Estado de Alagoas.

OTTO NELSON NO TRAPICHE

Depois de nove dias de viagem Otto Nelson chegou à Maceió e ficou hospedado na humilde casa do pescador Balbino Gomes, localizada na antiga Rua dos Pescadores, atual Rua Marques Ribeiro, no Trapiche. A história da igreja Assembléia de Deus alude que, o pescador Balbino Gomes era uma das seis pessoas que haviam se convertido no período em que o missionário Gunnar Vingren esteve em Maceió. E naquela oportunidade, seria o hospedeiro do missionário Otto Nelson, exatamente no dia 25 de agosto de 1915. Ele realizou em sua casa, o primeiro culto da Missão Apostólica em Alagoas, denominação que seria mais tarde a Assembléia de Deus.

CONSTRUIU O TEMPLO SEDE

Depois de cinco anos de intenso trabalho, o missionário Otto Nelson Construiu o primeiro templo da Assembléia de Deus no Trapiche da Barra. Tempo mais tarde, Otto Nelson viajou com sua esposa até a Suécia, sua terra natal, e também para os Estados Unidos, em busca de dinheiro com a finalidade de construir o templo sede da Assembléia de Deus no Estado de Alagoas. O prédio construído por Otto Nelson, depois de pronto foi o suficiente para acomodar cerca de trezentas pessoas. O templo construído pelo pioneiro Otto Nelson foi o terceiro templo da Assembléia de Deus construído no Brasil, inaugurado no dia 22 de outubro de 1922. Após um ano, exatamente entre os dias 21 e 28 de outubro de 1923, foi realizada a primeira convenção estadual e a primeira escola bíblica para obreiros que marcou com alegria os crentes alagoanos daquela época. Na ocasião estiveram presentes várias personalidades da Assembléia de Deus oriundo de várias partes do país.

A VOLTA PARA A SUÉCIA

Depois de vários anos trabalhando incansavelmente no Estado de Alagoas, o missionário Otto Nelson resolve em 1927 voltar com sua família para a Suécia com o objetivo de descansar. Na verdade, Otto Nelson se sentia debilitado, voltando para Alagoas, somente no ano de 1929. Quando estava na Suécia, Otto Nelson sentiu que seu trabalho em Alagoas havia terminado, devendo, pois, seguir adiante. Assim que chegou a Maceió, ele resolveu comunicar a igreja a sua decisão. Otto Nelson era muito cuidado e zeloso com a obra do Senhor que havia iniciado aqui, sob os custos de muitas lágrimas e orações. Mesmo assim, Otto Nelson não logo de Alagoas, ficou aguardando que o missionário Gunnar Vingren enviasse outro missionário para assumir o seu lugar em Alagoas. Em janeiro de 1930, chega a Maceió o casal de missionários Algot e Rosa Svensson, enviados de Belém do Pará.

                                                    OTTO ADINA E SIDRONIO CASTANHA            

ULTIMA VISITA AS ALAGOAS

Sua última visita ao Estado de Alagoas ocorreu no ano de 1970, quando ele completava 89 de idade. A assembléia de Deus, a igreja que ele mesmo fundou em Alagoas, lhe presenteou com uma bandeja de prata com a inscrição do Salmo 126. A história da Assembléia de Deus em Alagoas é lembrada com jubilo pela passagem marcante do missionário Otto e sua esposa Adina Nelson. A igreja o reconhece não somente como pioneiro e fundador do movimento pentecostal no Estado, e sim como sólida base doutrinária e um legado espiritual deixado para as futuras gerações de crentes pentecostais firmarem sua fé em Jesus Cristo. Seja participante das comemorações do Centenário. Que o Senhor nosso Deus te abençoe.

-Fontes: Sumário Histórico Ilustrado – As Assembléias de Deus no Brasil – Oliveira de Juanyr – Casa -Publicadora das Assembléia de Deus -1997.
-Institucional Evento Social Bíblia – Galeria do Presidente 2011.

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                                                     BELÉM ÉPOCA DE DANIEL E GUNNAR

Eles embarcaram no navio Clement em Nova York, Daniel Berg e Gunnar Vingren chegaram a Belém do Pará, solo brasileiro, no dia 19 de novembro de 1910, para oficialmente iniciar sua missão como missionários no Brasil.

Não tinham muita coisa na bagagem, uns poucos dinheiro, e sem conhecimento do idioma português, Daniel Berg e Gunnar Vingren, servos de Deus, não possuíam amigos, nenhum parente tinham em Belém do Pará, eles confiavam apenas, na profecia de Deus que, os direcionava ao Pará. A cidade de Belém já era conhecida como uma cidade desenvolvida. Era a imponente, capital da borracha, possuindo, até então, o padrão de primeiro mundo. Uma cidade movimentada para a sua época, possuía bondes, casarões, água encanada, sistema de esgotos e energia elétrica, Belém do Pará era assim, uma cidade confortável, uma cidade que contava com 250 mil habitantes uma população formada de ricos pobres. Embora sentirem-se obedientes à chamada de Deus, tudo era além de estranho, diferente para os dois suecos. Além da malária, e da febre amarela, que na época era epidemia, impressionavam os missionários ao ver aquelas pessoas mutiladas, vestidas como andarilhos, pessoas doentes e leprosos perambulando pelas ruas da cidade. Para eles, era um espetáculo paupérrimo pelas ruas da capital paraense.

MUITA GENTE DOENTE NA CIDADE

Devido à precária situação que envolvia população pobre na cidade, a febre amarela alastrava-se trazendo morte entre crianças e adultos por toda aquela região. O conhecido médico Sanitarista Oswaldo Cruz desenvolveu sua campanha mata-mosquito erradicando a doença seis meses. A campanha do sanitarista Oswaldo Cruz teve início seis dias antes da chegada de Daniel Berg e Gunnar Vingren à Capital do Pará. Com toda essa epidemia e diferença climática, os servos de Deus souberam enfrentar as dificuldades com paciência e oração. Quando chegaram à cidade, os dois em união e fé pediram ao Senhor as primeiras orientações de como se movimentar na cidade, pois, eles não tinham ninguém com quem pelo menos conversar, ou indicá-los a uma pousada para o descanso da viagem. Diante dessa difícil situação, os jovens Daniel Berg com 26 anos e Gunnar Vingren, com23 anos de idade, deram os primeiros passos pelas principais ruas da capital paraenses, orando e pedindo ao Senhor as orientações a respeito de suas atividades no Brasil. Embora os sinais de confirmações já teriam sido revelados pelo Senhor, os dois missionários de Deus se hospedaram por um dia apenas, no modesto hotel, e ali consumiram os seus 16 mil réis. As moedas que lhes restaram iriam ajudá-los viajar de bonde à procura da residência do pastor metodista Justo Nelson, também diretor do Jornal que por acaso chegara às mãos de Gunnar, no quarto onde haviam se hospedado no dia anterior. Surpreendentemente, o Pastor Justo Nelson era conhecido de Vingren, nos Estados Unidos.

SEPARADOS PARA MISSÕES

Daniel Berg e Gunnar Vingren foram finalmente recebidos pelo missionário Erik Nelson, que era de nacionalidade sueca, razão pela qual os convidou para cooperar no trabalho e permitiu que se alojassem no porão da Igreja Batista na Rua João Ballby, 406. Ali pela vontade de Deus aconteceriam coisas surpreendentes para os novos missionários. No entanto, nada indicava que os servos de Deus viessem a ser revolucionários espirituais de gigantescas proporções, pois, o Espírito Santo naquela época já demosntrava através deles manifestações acima do que se esperava. Apesar do úmido, escuro e apertado espaço onde estavam alojados, muitos crentes os visitavam e ali eram ensinados e instruídos a respeito do batismo com o Espírito Santo e os dons espirituais. Os crentes batistas que os visitavam compreenderam o realizar do Espírito Santo através dos que os sinais os seguiam quando criam, aceitando a palavra. Muitos paralíticos eram curados, deixavam suas muletas, várias operações e milagres aconteceram. Um acontecimento dos mais impressionantes foi o batismo da irmã Celina Albuquerque. Ela recebeu o batismo no Espírito Santo. Ela foi a primeira pessoa a receber a promessa pentecostal no Brasil. A Irmã Celina Albuquerque teria sido também curada totalmente do câncer enraizado em seu rosto. Outros crentes da época tiveram a mesma experiência, inclusive a irmã Nazaré que recebeu o milagre da cura no dia seguinte.

ELES FIZERAM DISCÍPULOS

Não havia qualquer divergência em torno da vida de Gunnar Vingren e Daniel Berg, suas vidas eram inquestionáveis. Havia desejo dos crentes mais fervorosos de então, no sentido de que Deus mandasse obreiros visto que, seu pastor fazia longas viagens para o Norte e Nordeste, precisava-se, portanto, de mais obreiros para dirigir a igreja. Os crentes de outras denominações queriam ouvir os missionários suecos que eram uma bênção também para outras igrejas. Eles queriam ouvi-los e ver os sinais de curas e milagres que eram realizados pelas mãos dos suecos. O pastor Nelson Erik via o crescimento da igreja que ele mesmo fundou em 1897, até ali não havia sequer vinte crentes. Gunnar e Daniel sabiam que quando o pastor Nelson Erik chegara ao Brasil dispôs-se a pedir que Jesus o batizasse no Espírito Santo. Com o passar de 14 dias, o Senhor começou a derramar sobre ele o copioso poder. Sua esposa, porém, temerosa, pediu a ele que parasse com “aquilo”, impedindo que o pr. Erik recebesse a promessa do Senhor. Daí por diante, o pr. Erik Nelson se declarou inimigo da doutrina pentecostal.

GEROU-SE UM CONFRONTO
A diferença dos dois suecos em relação aos obreiros batistas logo foi observada. Os crentes coordenados por Daniel e Gunnar atravessavam a noite em sucessivas orações e se maravilhavam com os sinais e maravilhas que viam acontecer diante de seus olhos. Daniel Berg conta que: “Chegou ao conhecimento do pastor batista a notícia do progresso do nosso trabalho, e que o folheto que ele escrito contra nós, contribuiu para o maior desenvolvimento da obra. Isso serviu para que ele rompesse definitivamente relações conosco, criando-se um abismo entre ele e nós. De nossa parte, estávamos penalizados com a situação que ele criou, pois sua vida transformou-se inteiramente, já não era o homem alegre de outrora, andava sozinho…”. O próprio Daniel Berg revela como se gerou o confronto: “Certa noite, o pastor batista apareceu em nossa modéstia morada. Quando abriu a porta defrontou-se com uma onda de hinos e orações. Levantamo-nos e, depois de saudá-los, convidamo-lo a participar do culto improvisado. Ele recusou e declarou que havia chegado a hora de tomar uma decisão. Disse ainda, que ultimamente ouvira discussões acerca de doutrinas, coisa que nunca antes acontecera”. “Acusou-nos de havermos semeado dúvidas inquietações e de sermos separatistas”. “Gunnar Vingren levantou-se e explicou que não desejamos a desunião, ao contrário, desejamos que todos se unissem. ‘Se todos alcançarem a experiência do batismo com o Espírito Santo, nunca mais se dividirão, serão mais do que irmãos, serão uma só família’.

EXPULSOS DO PORÃO DA IGREJA

O pastor da igreja voltou a falar e estava aberta a discussão. Disse o pastor que a Bíblia fala realmente do batismo com o Espírito Santo e na cura de enfermidades por Jesus, porém essas coisas foram para aquele tempo. ‘Seria absurdo’,disse ele, ‘que as pessoas educadas em nossos dias, pensassem que tais coisas pudessem acontecer. Hoje temos que ser realistas’ disse ainda o pastor, ‘e de não ocupar o tempo com sonhos e falsas profecias’. “Hoje temos a sabedoria para ser usada. “Se não vos corrigirdes e não reconhecerdes que estais errados é meu dever comunicar a todas as igrejas batistas o que está acontecendo, para que se previnam contra as falsas profecias”. Sem o apoio do grupo, o pastor batista, ouviu as palavras ponderadas de um diácono que, também foram precisas e decididas, aqui vai a integra: “Compreendo muito bem os seus sentimentos, pastor; o senhor declara que está entre grupo de traidores, que se distanciaram dos ensinos que lhes ministrou. Acha que não estamos seguindo o caminho que nos ensinou. Entretanto, isso não é verdade. Nunca estivemos mais corretos do que agora, jamais tivemos tanta fé como atualmente. O que aconteceu foi que, achamos alguma coisa a mais, a fé e o poder do Espírito Santo. Em seguida, “o pastor”, conta Daniel, “olhou mais uma vez em redor e esperou que alguém se manifestasse a seu favor, mas foi em vão. Em seguida, dirigui-se a mim e ao irmão Vingren e disse: ‘Já tomei a decisão. A partir deste momento não podem ficar morando aqui (…), nãos os queremos aqui’.

NASCE A ASSEMBÉIA DE DEUS

Excluídos pelo pr. Erik da Igreja Batista e seus membros, a maioria inimiga do reavivamento, os crentes sob a liderança de Gunnar e Berg estavam em dificuldades e atônitos, pois não era seu propósito iniciar uma nova igreja. Todavia, os suecos estavam em um imperioso momento e teria que decidir sobre como tomar um novo destino. No entanto, os excluídos por iniciativa de Raimundo Nobre logo se organizariam em sua própria comunidade na residência de Henrique de Albuquerque, na Rua Siqueira Mendes,79, no bairro Cidade Velha. A verdade é que, não se sabe a respeito de quem propôs o nome e quem o escolheu. Sabe-se apenas que o nome escolhido foi MISSÃO DA FÉ APOSTÓLICA. Poucas pessoas, ou seja, cerca de 19 crentes iniciaram a obra e deram o nome por todos conhecido: ASSEMBLÉIA DE DEUS, cujo Centenário está sendo comemorado. Embora tenha havido muitas perseguições, muitas campanhas difamatórias ocorreram e atingiam cruelmente os pentecostais. Os católicos da época colocavam nos postes dizeres como: “Este Vingren é um papa protestante. Gunnar Vingren foi aclamado pastor e Daniel Berg seu auxiliar com a responsabilidade pela cloportagem, ministério que exerceu com muito amor. Participe do Centenário. Que o Senhor Jesus a todos abençoe.

Fonte: Sumário Histórico Ilustrado – As Assembléia de Deus no Brasil – Oliveira de Juanyr – Casa Publicadora das Assembléia de Deus – 1997.

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                                                            SÉRIE CENTENÁRIO DA  AD

Olá meus queridos irmãos e amigos que sempre estão comigo nas páginas MENSAGEM DE VIDA E SALA DE LEITURA. Durante o mês de maio até a primeira semana do mês de junho, o BLOG Pr. OSVALDO estará apresentando a SÉRIE CENTENÁRIO DA  AD ALAGOAS. É a retrospectiva da Assembléia de Deus no Estado de Alagoas, contada de forma precisa clara e rica que marcou a presença da ASSEMBLÉIA DE DEUS NO ESTADO DE ALAGOAS. Os pioneiros, obreiros e participantes dessa obra estarão em destaque nesta Edição. Vale à pena reviver os áureos e bons tempos que se foram. Será uma edição marcante, e você não pode perder essa retrospectiva. Dias 19, 22, 25, 28, 31, de maio; e dias 02, 4, e 7 de junho. Até lá e que o Senhor Jesus te abençoe grandemente!

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